CONSERVAÇÃO DA MADEIRA - 1900

Meios de impregnação para estacas de madeira verde.

Num saquinho ponha-se 3...4  kgs. de sulfato de cobre, sus­pendendo o mesmo num recipiente de madeira com cerca de 100 litros de água, para a dissolução do sal. As estacas são postas no recipiente, com a ponta para baixo, e o recipiente deve estar num lugar onde haja sol.
A água superficial da madeira evaporisa pelo calor e as células da madeira, que se evacuam, aspiram o líquido de baixo para cima.
A absorção da solução do sulfato de cobre deve se processar até que as partes superiores das estacas
sejam penetradas pela mesma. Isso é o caso quando a madeira aparece com uma côr azulenta, ao entalhar. Por meio de adicionamento posterior de água deve-se manter o nivel da água sem­pre igual.
Depois do tratamento, as estacas devem secar antes de serem batidas na terra.
Um adicionamento de bicloreto de mercúrio não aumenta so­mente a força antissética do sulfato de cobre, mas efetua também que o sal de cobre é retido na madeira durante muito tempo.

Um comportamento parecido mostram misturas de sulfato de cobre com bicloreto de zinco em combinação com bicloreto de mercúrio. Para que estas propriedades desinfetantes sejam bastantes efica­zes para a proteção da madeira, é necessário uma adição de subli­mado numa quantidade de, pelo menos, 10%.

Um meio muito eficaz para proteger a madeira contra as influências da intempérie, água, etc, é uma solução bastante forte de bicloreto de mercúrio. Este processo emprega, além disso, também ligas do flúor.
É apropriada, p. ex. uma mistura de 900 partes de água  100 partes de silicato de potássio (de 35 até 40° Bé) e uma parte de bicloreto de mercúrio.

Para conservar madeira que se encontra parcialmente na terra e ao ar, se recomenda o seguinte tratamento: na madeira é abundantemente aplicada uma solução de 1 1/4 kgs. de alúmen em 100 litros de água. Depois de 24 horas, aplica-se água de sabão, preparado de 7 kgs. de sabão comum e 100 litros de água. Ten­do a água somente uma pequena capacidade de absorção, estas aplicações devem ser repetidas, várias vezes, na mesma sequên­cia. A madeira assim tratada fica conservada durante muitos anos, tornando-se mais escura, pouco a pouco. Pode ser aplicada qualquer pintura.

CARBOLINEO. 

a)  —1 parte do óleo pesado de alcatrão de carvão de pedra
     —2 partes de óleo leve de alcatrão de madeira
    — 0,25 partes de óleo pesado de resina.
Os óleos de alcatrão de carvão de pedra e de madeira devem ser libertados de ácido carbólico e creosoto, o que se consegue mediante lavagem com lixívia cáustica e distilação.
Carbolineo muito fino:
b) —10 kgs. de óleo  de antracena
    —1  kg. de resina americana,  escura,  são ligeiramente esquentados até  a  solução completa.
Depois  disso  adiciona-se   1   a 2 kgs. de uma solução de borracha ou cautchú, seguindo a fervura até a dissolução completa. Então adiciona-se 500 grs. de ácido carbólico concentrado, e o carbolineo preparado é enchido em barris para se clarificar. A pintura se torna marrão escuro, é muito durável e conserva madeiras de todas as classes que são expostas à umidade e às interperies.
Carbolineo claro: 3 kgs. de resina americana e 15 kgs. de óleo claro de parafina são derretidos juntos num recipiente de ferro e, depois disso, adiciona-se 1 kg. de óleo de resina purificado.

Carbolineo escuro:

10 kg. de óleo de de antracena — 20 kgs. de resina americana são derretidos com fogo ligeiro. Adiciona-se 2 kgs. de uma solução de borracha de Pará ou uma solução de retalhos de cautchú, prosseguindo-se com a fervura até a solução completa. Finalmente, adiciona-se 5 kgs. de ácido carbólico forte e 5 kgs. de lixívia de cloreto de zinco de 50° Bé. A mistura deve ser revolvida até o esfriamento.
A madeira é impregnada intensamente com uma solução quente de sal de ferro, depois disso secada e mergulhada num ba­nho quente de silicato de potássio. No banho tem início, instan­taneamente, um processo químico: a solução do silicato de potás­sio forma com o sal de ferro penetrado na madeira, nas camadas externas da madeira, um silicato de ferro absolutamente insolú­vel em água. Esta liga insolúvel forma uma blindagem em torno do interior da madeira impregnado com o sal de ferro, protegendo-o contra a destruição.
Nos espaços intercelulares da madeira é precipitado cianeto de cobre, tratando a madeira primeiramente com uma solu­ção de sulfato de cobre e, depois, com cianeto de sódio.


MADEIRA REFRATÁRIA

1. Aquece-se uma solução de:

— 30 partes de alúmen 

— 10 par­tes de sulfato de zinco 

— 5 partes de sulfato de cobre 

— 100 litros de água. 

    A madeira deve permanecer, nesta solução, cerca de 4 a 5 dias, depois do que a mesma é secada.

2. Prepara-se uma solução de 20 a 28 partes de silicato de sódio em 100 partes de água. 

    A madeira fica na solução durante um dia, é secada e, depois, mergulhada numa solução de —10 partes de cloreto de amónio 

— 10 partes de cloreto de cálcio 

— 10 partes de cloreto de magnésio. 

    A madeira é novamente secada ao ar. A madeira assim tratada é pouco atacada pelo fogo.

3. Uma solução de: 

—10 kgs. de fosfato de amónio 

— l kg. de acido bórico 

— 100 litros de água.


Madeira líquida.
       É uma mistura de uma solução fraca de colódio com farinha de
madeira. A massa é plástica e endurece durante a evaporização do
dissolvente.

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